08/06/2026
A lubrificação de motores elétricos exige muito mais do que “encher de graxa”. E é justamente aí que muitos problemas começam.
Um erro bastante comum é aplicar graxa até sentir resistência na bomba ou até o excesso começar a sair pela vedação. Em motores elétricos, isso pode ser extremamente prejudicial.
Quando há excesso de graxa, o lubrificante acaba sendo pressionado para dentro do motor através das vedações internas, atingindo o estator e os enrolamentos.
Com isso, a graxa passa a reter calor sobre as bobinas, comprometendo a dissipação térmica e podendo provocar falhas de isolamento, curto-circuito e até a queima prematura do equipamento.
Por isso, a lubrificação precisa deve ser baseada em cálculo, e não em percepção.
Existe uma fórmula amplamente utilizada para definir a quantidade correta de graxa de relubrificação de acordo com as dimensões do rolamento.
📌 Fórmula em polegadas:
G = 0.114 × D × B
Onde:
• G = quantidade de graxa em onças
• D = diâmetro externo do rolamento (pol.)
• B = largura do rolamento (pol.)
📌 Fórmula no sistema métrico:
G = 0.005 × D × B
Onde:
• G = quantidade de graxa em gramas
• D = diâmetro externo do rolamento (mm)
• B = largura do rolamento (mm)
Exemplo:
Um rolamento com 85 mm de diâmetro externo e 25 mm de largura necessita de:
0.005 × 85 × 25 = 10,6 gramas de graxa.
Nem mais. Nem menos.
Outro ponto importante é calibrar a pi***la de graxa. O ideal é medir quantos gramas são aplicados em cada acionamento da bomba. Em média, uma bombada costuma liberar entre 1 e 1,5 g.
Se sua pi***la libera 1,5 g por acionamento e o cálculo pede 10,6 g, a aplicação correta será de aproximadamente 7 bombadas.
Conta pra gente: Você já encontrou motores com excesso de graxa como esses das imagens? 👀